Igreja de são Luis Gonzaga, Novo Hamburgo – RS

Estive recentemente em Novo Hamburgo a trabalho e, como todo bom ex-coroinha, achei uma igreja pra visitar. Eu curto o ambiente do templo católico. Ele dispara em mim um processo de reflexões muito intenso. Já não sou daqueles que se ajoelham, molham o dedo na água benta e muito menos de passar a mão em pé de santo. Mas curto o passeio, por assim dizer, e viajo na percepção da história que envolveu cada templo em sua época.

O bacana é que, vez ou outra (a cada 100 anos mais ou menos) surge uma novidade na igreja católica – tá bom vai, a cada 500 anos então… Tá bom assim!? Eis que me deparo com uma mini sessão de velinhas eletrônicas de LED (leia com atenção, velinhas e não velhinhas!) Você deposita a moedinha, acende a velinha elétrica e faz o pedido para o santo patrocinador. Sem fogo, fósforo ou coisas perigosas do tipo (aliás, Deus nos livre, muita gente já morreu queimado na igreja… Ok, a piada foi infame!)

O fato é que as tais velinhas me desencadearam um processo de reflexões sobre como inventamos jeitos novos de fazer coisas velhas.

Somos todos seres ritualísticos. Gostamos e até precisamos de um ritual para quase tudo em nossa vida. Eles nos ajudam no processo de conexão com as realidades que nos cercam ou se manifestam dentro de nós.

Penso que assim o seja por causa da natureza multi-realidade de nossa manifestação humana. Somos seres que se manifestam em diversos níveis de realidade simultaneamente. Na realidade física inclusive…

Logo, o que fazemos com o nosso corpo físico fazemos com o nosso espírito. Os rituais entram aqui, porque envolvem nossos sentidos, porta de entrada para nossa experiência da realidade física, e conduzem nosso pensamento para o foco na conexão transcendental. E é com nosso pensamento, pelo nosso pensamento e no nosso pensamento que essa conexão acontece.

O desafio da nova era para qual já estamos caminhando é perceber que chegou a hora do velho dar lugar ao novo. Chegou a hora de apagar as velhas velinhas externas e acender a verdadeira chama interior de uma consciência expandida e conectada com a sua real natureza eterna e multi-dimensional.


Novo Hamburgo – RS

Não sei quantas pessoas depositaram a tal moedinha da caixa das velinhas. De minha parte, prefiro tentar depositar dentro de mim os méritos de um trabalho justo, incansável e bem feito para o BEM, para acender e manter viva em mim a chama da evolução e da ascensão. Neste caminho, já não existem santos patrocinadores, mas seres realizadores.

Abraço grande,

Sempre avanti! Che questo è lá cosa piú importante!

Juliano Pozati

Juliano Pozati

Author Juliano Pozati

JULIANO POZATI É ESCRITOR, DOCUMENTARISTA E ENTUSIASTA DE NOVAS IDEIAS QUE INSPIREM A QUEBRA DE PARADIGMAS OBSOLETOS NAS ÁREAS DA ESPIRITUALIDADE, CIÊNCIA, FILOSOFIA E UFOLOGIA.

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  • Adami disse:

    Foi por aqueles “acasos” interessantes que ontem encontrei o canal no youtube da Pozati Filmes, e isso me permitiu ter um domingo muito especial por compreender melhor muito assunto completamente novo para mim. Daí, para encerrar, deparei-me com o site e o seu blog. E, portanto, deixo a minha gratidão pelo trabalho de qualidade, pela dedicação ao bem, pelos esclarecimentos, pela expansão da consciência. Quanto a este post, compartilho do hábito de entrar em velhas igrejas quando vou a uma nova cidade, deixando-me contagiar com as vibraçoes e o clima. Forte abraço!

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