Quando publiquei o vídeo #017 O GENERAL, O MÉDIUM E OS DISCOS VOADORES [ parte 1 ], entre tantos comentários inteligentes que sempre recebo, me chamou a atenção o da amiga Heidy ODS. Entramos juntos numa viagem sobre como discernir se aquilo que estamos “escutando” em nossa mente é de fato proveniente de um espírito benfeitor ou simplesmente um pensamento da nossa cabeça. Como tudo deve sempre ser submetido ao crivo da interrogação, não por incredulidade teimosa, mas com o objetivo de aperfeiçoarmos cada vez mais no conhecimento da prática, pedi que ela dividisse quais os parâmetros que ela utiliza para diferenciar uma coisa da outra. A experiência me pareceu útil e por isso decidi compartilhar, com o aval da Heidy, a nossa prosa. Valeu Heidy! Que seja útil a todos!

Se quiser rever o vídeo, dê o “play”abaixo, senão rola mais um pouquinho a página e vai logo para as considerações da Heidy!!!

Heidy, me diz uma coisa… quais os parâmetros que você usa para validar o que “ouve”. Tipo assim, além obviamente daquele estado indescritível da “escuta”, você coloca a prova com mais algum recurso? (não é inquisição viu, é pedido de dica mesmo!!! hahaha)

Juliano, sua pergunta me fez pensar muito! (risos) Me fez lembrar de como fui criando critérios durante esses anos. Vou tentar explicar um pouco como eu faço. Algumas dicas eu aprendi com pessoas que sigo como o Bruno Gimenes, Vagner Borges e Dr. Julio Golzer. Outras eu fui aprendendo na prática.

Como você comentou, quando você recebe uma intuição, a forma de “ouvir” é muito diferente, e você percebe que não é você que está pensando. Eu tenho isso praticamente toda hora, é um falatório danado na minha cabeça(risos). Uma das coisas que faço sempre é observar as características dessas vozes. Com o tempo, você começa a perceber que cada voz possui uma característica, como se fosse uma assinatura energética. Então, quando é você que está pensando, você sente uma determinada energia e determinadas características. Quando é de fora, essas características alteram. Por isso, acho legal aprendermos nossas próprias características. Isso facilita muito na hora de diferenciar.

Outra coisa que faço é, sempre que possível, por a prova aquilo que veio por intuição. Se aquela ideia está correta, então na prática dará certo. São inúmeras intuições claras que recebi por várias vezes e que por algum motivo acabei não seguindo. No final… quebrei a cara! (risos). Isso mostrou para mim que na prática aquilo estava correto. E o contrário também. Recebi muitas intuições que coloquei em prática e realmente estavam corretas. Essas intuições vão de “leva blusa que vai esfriar (mesmo às 7 da manhã, quando está um calor impressionante)” até “passe em tal lugar, pois você precisa falar com uma pessoa”. E uma coisa legal: as que não estavam corretas foram as que mais analisei depois, pois busquei observar as características delas.

Outra coisa que faço é tentar parar o pensamento ou tentar fazer alguma alteração no pensamento que está aparecendo na minha mente. Quando você mesmo está desenvolvendo a ideia e pensa algo diferente junto, a ideia inicial tem uma interrupção. Agora, quando é alguém que está realmente falando com você, mesmo que você tente alterar, nada acontece, a ideia continua se desenvolvendo. Esse é um dos critérios mais interessantes que gosto de usar, pois você consegue perceber de forma clara que a voz está realmente vindo de fora.

E outra coisa que sempre observo é se até aquele momento eu conseguiria ter aquela ideia ou conclusões. Tem coisas que recebo que eu sei do fundo do coração que não conseguiria ainda ter aquela conclusão (risos). Tem ideias que são muito profundas e que vão muito além do meu conhecimento atual.

E por último é bom senso. Não é legal ir acreditando em tudo que aparece em nossa mente, não é mesmo? Mesmo porque, ainda não estamos em um mundo apenas com pessoas e espíritos perfeitos, incluindo todos nós(risos).

Então, resumindo, eu uso esses critérios:

  • “Dá certo na prática o que esse camarada está falando? “
  • Tento fazer o teste de parar o pensamento
  • Vejo a frequência emitida
  • Observo se até aquele momento eu conseguiria ter aquele tipo de ideia ou conclusão
  • e pés no chão!

Mas, como tudo na vida, tudo é treino. Eu busco tentar treinar muito para aprender cada vez mais a diferenciar essas coisas. Ainda não é 100% não. Ainda pago uns micos astrais por aí (risos). Mas, essas dicas me ajudaram muito. Como eu comentei, como tenho isso quase todo o tempo, isso me perturbou muito durante boa parte da minha vida. Aprender analisar essas intuições foi muito importante para mim. Minha vida mudou muito 🙂

Heidy ODS

 

Juliano Pozati

Author Juliano Pozati

JULIANO POZATI É ESCRITOR, DOCUMENTARISTA E ENTUSIASTA DE NOVAS IDEIAS QUE INSPIREM A QUEBRA DE PARADIGMAS OBSOLETOS NAS ÁREAS DA ESPIRITUALIDADE, CIÊNCIA, FILOSOFIA E UFOLOGIA.

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