No último congresso que palestrei pela Revista UFO, em Porto Alegre, defendi uma ideia que curiosamente estava em perfeita harmonia com a apresentação da Dra. Mônica de Medeiros no mesmo congresso (isso sem que nos falássemos previamente). Eu chamei esta ideia de Integralidade Indivisível da Ufologia, e mais tarde percebi que para a mesma ideia, Dra. Mônica tem o nome de Ufologia Integral (pasmem).

Com uma inspiração notavelmente Kardekiana, a ideia ilustrada acima  é tão simples quanto isto: para que a ufologia (ou seja, o estudo dos objetos voadores não identificados que se manifestam na atmosfera terrestre) avance de fato, é preciso considerar que a causa primeira de tais manifestações se estende por outros domínios que estão muito além do saber humano e da realidade visível que nos cerca. Se os aspectos científicos, espiritualistas e filosóficos do fenômeno e de sua realidade/causa caminharem juntos na busca da verdade que os contém, seremos felizes e alcançaremos com mais facilidade o êxito em nossas pesquisas. Não porque tais aspectos sejam complementares. Eles não são somente complementares. Na verdade eles são uma coisa só, indivisível. Quando a ciência desvendar o modus operandi da realidade não física, comumente chamada de espiritual, essa última deixará os domínios do sobrenatural e do fantasioso, tornando-se natural e científica.

Isso porque tal divisão só nos atende, e de fato demonstra alguma utilidade, no âmbito pedagógico. A gente só separa pra cumprir uma agenda de aprendizado. Fora isso, a divisão é tão imaginária quanto as fronteiras dos países do globo. O fenômeno, assim como a realidade que nos cerca, é um TODO INTEGRAL. Não tem casuística sem conexão espiritual. Não tem espiritualidade sem consequência filosófica. Simples assim.

Agora, é fato que os afins se atraem por natural ressonância. E daí você tem grupos mais ligados a isto ou aquilo. É natural. É muito bom dialogar com quem está na mesma faixa vibratória de pensamentos que a nossa. Isso nos fortalece e nos anima. As vezes sair desse nosso “habitat natural de pensamento” requer uma disposição imensa em ouvir, estudar, compreender e respeitar o outro, a partir de seu ponto de vista experiencial. E as vezes o respeito infelizmente desaparece como consequência da insegurança interior tão típica da nossa raça. Isso tudo para dizer: somos humanos, falhamos, e nem sempre conseguimos produzir o melhor dos mundos juntos. Faz parte, é natural e não precisamos começar uma caça as bruxas por causa disso.

Não sou ninguém para aconselhar, mas à quem possa interessar, sugiro: vamos transcender os relativismos do palco humano, e colocar o nosso foco no absoluto, no mundo das causas. Vamos colher de tudo e todos o conteúdo necessário para acessarmos o conhecimento. E vamos deixar que esse conhecimento se traduza em movimento e transformação real de nós mesmos. Já disse e repito: o amor que manifestamos é a justa medida da porção de conhecimento que acessamos. A pauta do ódio, da dissimulação, do desrespeito, da amargura, do egocentrismo e da tensão só revelam o quanto nos afogamos num mar revolto de conteúdos mil, sem nunca navegar nas águas tranquilas do conhecimento transformador. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Penso que esta seja, de fato, a agenda maior da ufologia.

Abraço grande,

Sempre avanti! Che questo è lá cosa piú importante!

Juliano Pozati
http://circulo.pozati.com/

 

Juliano Pozati

Author Juliano Pozati

JULIANO POZATI É ESCRITOR, DOCUMENTARISTA E ENTUSIASTA DE NOVAS IDEIAS QUE INSPIREM A QUEBRA DE PARADIGMAS OBSOLETOS NAS ÁREAS DA ESPIRITUALIDADE, CIÊNCIA, FILOSOFIA E UFOLOGIA.

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Join the discussion One Comment

  • Perfeito!
    ão há verdades absolutas, a Verdade não pertence a ninguém mas somente ao Criador. Embates sobre assuntos tão importantes entre pessoas que muito poderiam acrescentar têm como consequência desperdício de energia e tempo, com pitadas de vaidades aqui ou acolá… Ahhh vaidade, sua malvada… sempre à espreita prá dar aquela pegadinha e mandar alguns degraus abaixo quem havia subido com tanto esforço.

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